A Jornada Musical Através das Décadas

A História da Música Pop dos anos 70, 80 e 90

Curiosidades Musicas Anos 80'

A década de 1980 foi marcada pela ascensão dos sintetizadores, da MTV e de histórias de bastidores, uma mistura de genialidade com acidentes de estúdio.
Vejamos 13 histórias e fatos curiosos sobre a criação de músicas daquela época.

1. "Every Breath You Take" (The Police, 1983): Frequentemente tocada em casamentos, a música é, na verdade, sobre obsessão e vigilância. Sting a escreveu em apenas 30 minutos na Jamaica, na mesma mesa onde Ian Fleming escreveu romances de James Bond, o que pode ter influenciado o tom sinistro de "espionagem" da letra.

2. "Billie Jean" (Michael Jackson, 1982): O produtor Quincy Jones não gostava do título (temia que as pessoas o associassem à tenista Billie Jean King) nem da longa introdução instrumental. Michael insistiu em manter o baixo longo porque "fazia ele querer dançar", o que acabou definindo o sucesso da faixa.

3. "In the Air Tonight" (Phil Collins, 1981): O icônico som de bateria da música nasceu de um erro de engenharia. Enquanto Phil Collins tocava, um engenheiro ativou acidentalmente um microfone de comunicação com um efeito de compressão pesado ("gated reverb"), criando o som potente que se tornou a marca registrada da bateria dos anos 80.

4. "Under Pressure" (Queen & David Bowie, 1981): A canção nasceu de uma sessão de improviso alimentada por vinho e comida na Suíça. O lendário baixo foi criado por John Deacon, que chegou a esquecê-lo após uma pausa para o jantar, precisando que Roger Taylor o lembrasse da melodia.

5. "Sweet Child O' Mine" (Guns N' Roses, 1987): O riff de abertura era originalmente um exercício de aquecimento que Slash fazia para "zoar" os colegas, considerando-o uma "piada de circo". Axl Rose ouviu do andar de cima e começou a escrever a letra imediatamente.

6. "Manic Monday" (The Bangles, 1986): Esta música foi escrita por Prince sob o pseudônimo "Christopher". Ele a ofereceu à banda após se encantar com o som delas, comprovando a sua presença marcante na produção pop da década.

7. "Walk This Way" (Run-D.M.C. ft. Aerosmith, 1986): O Run-D.M.C. inicialmente odiou a ideia de colaborar com uma banda de rock. Eles nem sabiam quem era o Aerosmith e chamavam a música de "coisa de caipira" até serem convencidos de que o crossover mudaria a história do Hip Hop.

8. "Shout" (Tears for Fears, 1984): Inspirada na "Terapia do Grito Primal" de Arthur Janov, a música encorajava as pessoas a expressarem suas frustrações políticas e sociais da época, transformando um conceito psicológico em um hino de protesto pop.

9. "Take On Me" (a-ha, 1985): A música foi lançada duas vezes antes de se tornar um hit mundial. Ela só estourou na terceira tentativa, graças ao revolucionário videoclipe que misturava rotoscopia (desenho sobre filme) com live-action, uma inovação visual para 1985.

10. "Le Freak" (Chic, 1978/80): Embora lançada no final de 78, dominou o início dos anos 80. Nasceu após Nile Rodgers ser barrado no Studio 54. O refrão original era "Fuck off!", mas foi mudado para "Freak out!" para poder tocar nas rádios.

11. "Girls Just Want to Have Fun" (Cyndi Lauper, 1983): Originalmente, a música foi escrita por um homem (Robert Hazard) sob uma perspectiva masculina e machista. Cyndi Lauper mudou algumas letras e o arranjo para transformá-la no hino feminista e alegre que conhecemos hoje.

12. "Eduardo e Mônica" (Legião Urbana, 1986): Renato Russo escreveu a letra como se fosse um roteiro de cinema. Curiosamente, a música não tem refrão, o que desafiava as regras das rádios da época, mas sua narrativa era tão envolvente que se tornou um clássico absoluto no Brasil.

13. "Nostradamus", um dos maiores sucessos de Eduardo Dussek: A música foi composta em 1979 e lançada oficialmente em 1980. Eis alguns fatos curiosos sobre sua criação e impacto. Estreia irreverente no MPB 80; a canção foi apresentada ao grande público durante o festival MPB 80, da Rede Globo. Dussek chocou e divertiu a plateia ao se apresentar de forma teatral, usando fraque de maestro, asas de anjo e apenas uma cueca samba-canção por baixo, acompanhado por uma orquestra clássica. Contexto de "Fim do Mundo": A letra, composta por Dussek e Luiz Carlos Góes, utiliza o humor para tratar do fatalismo da época. O artista revelou que o tema do apocalipse permeava sua geração devido à tensão da Guerra Fria entre EUA e URSS, o que trazia uma constante sensação de que o mundo poderia acabar a qualquer momento. Composição rápida e paródica. Dussek descreve a música como uma "preleção em forma de canção" sobre o final do mundo. Ela é considerada uma das peças fundamentais do seu estilo "showman", misturando sátira, MPB e rock. Trilha Sonora de Novela: Anos após o seu lançamento original, a música ganhou novo fôlego ao ser incluída na trilha sonora da novela Transas e Caretas (1984) e, mais recentemente, serviu como tema para o personagem Crô (Marcelo Serrado) na novela Fina Estampa. Álbum de Estreia: A faixa faz parte do primeiro LP do cantor, intitulado Olhar Brasileiro, lançado no início de 1981 pela Universal Music.

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